sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

Medo da morte molda culturas e reacende debate sobre direito de escolher como viver

Medo da morte molda culturas e reacende debate sobre direito de escolher como viver
Medo da morte molda culturas e reacende debate sobre direito de escolher como viver
Publicidade

O medo da morte, presente em conflitos como os de Gaza, Ucrânia e Sudão, continua a ser um dos maiores dilemas filosóficos da humanidade. A obra ‘A Negação da Morte’, de Ernest Becker, sugere que a civilização ocidental desenvolveu mecanismos para evitar encarar a finitude, muitas vezes resultando em guerras e crueldades.

Becker, autor premiado com o Pulitzer, argumenta que a herança judaico-cristã não prepara as pessoas para a morte, ao contrário de tradições como o budismo e o hinduísmo. Enquanto Jesus teria morrido em sofrimento, o Buda histórico partiu serenamente, o que influencia a forma como cada cultura lida com o tema.

O autor aponta que a busca por ‘imortalidade heroica’ pode levar a conflitos, como visto em guerras ao longo da história. Alternativamente, muitos preferem ignorar o problema, ‘tranquilizando-se com o trivial’, mas ambas as estratégias tendem a falhar.

Historicamente, a morte já foi encarada de outras formas: frades medievais cumprimentavam-se com ‘memento mori’, e funerais em algumas culturas são celebrações. No entanto, o suicídio é abominado pelas religiões, embora filósofos estoicos o defendessem e poetas como Sylvia Plath o elevassem à arte.

O debate sobre morte assistida ganha destaque, com defensores lembrando que o horror está no sofrimento, não no alívio. A vida, como lembram os autores, é um direito, não um dever.

📬 Receba as notícias de MT no seu e-mail

Cadastre-se gratuitamente e receba os destaques da semana


    Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
    📬
    Fique por dentro de São Paulo Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


      ← Anterior Jornada do Patrimônio 2026 celebra memória ferroviária em 95 municípios paulistas Próxima → IA não aprende em tempo real, explica professor da USP