Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) mostra que a aprovação do governo Lula (PT) oscilou entre diferentes grupos do eleitorado entre abril e agosto. No geral, 48% dos entrevistados aprovam o trabalho do presidente, enquanto 47% desaprovam; 5% não souberam ou não responderam.
O levantamento aponta crescimento da aprovação entre eleitores independentes (10 pontos), evangélicos (10 pontos), mulheres (7 pontos), pessoas com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos (8 pontos) e moradores do Centro-Oeste e do Norte (11 pontos). Apesar disso, a desaprovação ainda supera a aprovação entre independentes e evangélicos.
Por posicionamento político, 98% dos lulistas aprovam o governo, enquanto 95% dos bolsonaristas desaprovam. Entre os independentes, a desaprovação caiu de 58% para 47% e a aprovação subiu de 32% para 42%, a menor diferença já registrada na série. A direita não bolsonarista mantém desaprovação estável, entre 86% e 90%, e a esquerda não lulista aprova com índices de 85% a 88%.
Regionalmente, o Nordeste segue como principal reduto de apoio, com aprovação de 66% e desaprovação de 29%. No Sul, a desaprovação chega a 58% e a aprovação a 35%. No Sudeste, a aprovação passou de 38% para 42%, e a desaprovação caiu de 58% para 52%. No Centro-Oeste/Norte, a aprovação subiu de 36% para 47%, e a desaprovação caiu de 58% para 50%.
Entre as mulheres, a aprovação subiu de 45% para 52%, superando a desaprovação, que caiu de 49% para 42%. Entre os homens, a aprovação oscilou de 42% para 44%, e a desaprovação passou de 55% para 52%. Por faixa etária, os jovens de 16 a 34 anos quase empataram: aprovação de 47% e desaprovação de 48%. Entre 35 e 59 anos, os índices estão tecnicamente empatados em torno de 47% a 48%. Entre os maiores de 60 anos, a aprovação é de 51% a 52% e a desaprovação de 41% a 44%.
Na escolaridade, quem tem ensino fundamental aprova Lula por 57% a 36%. No ensino médio, a aprovação é de 43% e a desaprovação de 53%. No ensino superior, a desaprovação é de 58% e a aprovação de 39%. Por renda, entre quem ganha até dois salários mínimos, a aprovação é de 59% e a desaprovação de 35%. Na faixa de dois a cinco salários, a aprovação subiu de 38% para 46% e a desaprovação caiu de 57% para 48%. Entre os que ganham mais de cinco salários, a desaprovação é de 58% e a aprovação de 38%.
Entre católicos, a aprovação passou de 49% para 53% e a desaprovação de 46% para 42%. Entre evangélicos, a aprovação subiu de 28% para 38%, e a desaprovação caiu de 68% para 57%, mas a rejeição ainda é majoritária.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-06591/2026.
