A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) divulgou na noite desta sexta-feira (7) as diretrizes do programa de governo para a reeleição. O documento destaca o fortalecimento da democracia, a soberania nacional, a regulação das redes sociais e a necessidade de debater as emendas parlamentares.
Entre os pontos centrais, o programa defende a democratização do orçamento público, priorizando quem mais precisa, e a realização de uma reforma política considerada “inadiável”. O texto também propõe “derrotar o projeto liberal-conservador” e critica o atual nível da taxa básica de juros, de 14,25% ao ano, a maior do mundo em termos reais.
O documento aborda ainda as tensões geopolíticas e a defesa nacional, defendendo Forças Armadas bem equipadas e uma indústria de defesa sólida. Na política externa, propõe ampliar a cooperação com todas as regiões, diversificando parcerias estratégicas.
Em relação ao orçamento, o programa critica o sistema de emendas parlamentares, que somam R$ 50 bilhões neste ano, e propõe enfrentar essa “grave distorção”. Também defende avançar na regulação democrática das redes sociais para impedir a disseminação de desinformação.
Na economia, o texto afirma que manterá o arcabouço fiscal e defende uma política macroeconômica comprometida com crescimento, redução de desigualdades e responsabilidade fiscal. Critica os juros altos, mas reconhece a importância da inflação baixa e da estabilidade de preços.
O programa também prevê continuidade na valorização do salário mínimo, sem esclarecer se a indexação à previdência será mantida. Na segurança pública, propõe a aprovação da PEC da Segurança Pública, a criação do Ministério da Segurança Pública e o fortalecimento do controle policial, com ampliação do uso de câmeras corporais.