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sábado, 22 de agosto de 2026
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Plano de Zema propõe porte de armas no campo, privatizações e pagamento de R$ 1 mil por nascimento

Plano de Zema propõe porte de armas no campo, privatizações e pagamento de R$ 1 mil por nascimento
Plano de Zema propõe porte de armas no campo, privatizações e pagamento de R$ 1 mil por nascimento
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O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, apresentou seu plano de governo, batizado de ‘Plano Implacável’, com propostas que incluem ampliar o porte de armas para todas as propriedades rurais, privatizar empresas estatais, criar um regime de contratação alternativo à CLT e pagar R$ 1 mil para cada brasileiro ao nascer.

O documento, enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem 81 páginas e aborda 20 áreas. No agronegócio, Zema defende que produtores rurais possam portar armas em toda a extensão de suas propriedades, indo além da posse estendida já prevista em lei, com o objetivo de garantir legítima defesa e proteção contra invasões.

Na economia, o plano prevê a privatização de todas as empresas controladas pelo governo, com exceção da Petrobras, que seria dividida em empresas de produção, refino, transporte e logística para ampliar a concorrência. Também propõe uma nova reforma da Previdência, com idade mínima reajustada automaticamente pela expectativa de vida.

Na área trabalhista, a proposta é criar um regime de contratação alternativo à CLT, com mais liberdade de negociação entre empregados e empregadores, além de desregulamentar profissões sem risco à saúde ou segurança. O plano também sugere reduzir a maioridade penal para 16 anos e classificar facções como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

No campo social, o programa mantém o Bolsa Família, mas impõe condições para adultos aptos ao trabalho, como procurar emprego ou estudar. A proposta ‘Sócios do Brasil’ prevê depositar R$ 1 mil para cada brasileiro ao nascer, com saque apenas aos 18 anos, sem informar custos ou fontes de recursos.

Na educação, Zema quer transferir o ensino superior para o Ministério da Ciência e Tecnologia, regulamentar o ensino domiciliar e ampliar escolas cívico-militares. Na saúde, propõe prontuário eletrônico nacional, telemedicina e uso de inteligência artificial para reduzir filas no SUS.

O plano também inclui mudanças no STF, como idade mínima de 60 anos para ministros, fim de decisões monocráticas e criação de corregedoria independente. Na política externa, defende a saída do Brics e a retomada do processo de entrada na OCDE, além de transformar o Mercosul em zona de livre comércio.

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