O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, afirmou que planejar um crime não equivale a cometê-lo, defendendo o indulto aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Em entrevista ao canal MyNews, ele disse que mensagens indicando premeditação de ataques não deveriam ser tratadas com o mesmo peso de uma ação consumada.
“Uma coisa é executar, outra coisa é idealizar, às vezes é pensar sobre algo”, declarou, contestando o entendimento do STF de que a preparação premeditada pode ser julgada com a mesma gravidade do crime consumado. Para Zema, as mensagens “servem como um alerta”, mas não caracterizam crime por não terem sido levadas adiante.
O ex-governador de Minas Gerais recorreu ao conceito de “violenta emoção” para justificar que planejar em momento de descontrole é diferente de executar. Ele também questionou a isenção do STF, citando supostos vínculos de ministros com o PT e o escândalo do Banco Master, embora o tribunal tenha integrantes indicados por diferentes presidentes.
Sobre os atos de 8 de janeiro, Zema os classificou como “baderna” e vandalismo puníveis, mas negou que tenham configurado tentativa de golpe de Estado, que, segundo ele, envolveria “violência de forças, disparos e sangue”.
Na economia, prometeu cortar gastos, reforma administrativa e nova reforma da Previdência para reduzir os juros a cerca de 6% ao ano. Sobre as pesquisas, minimizou os 2% de intenção de voto, dizendo que o eleitor “ainda não está no modo eleição” e que cenários mudam, como em 2018.
Zema descartou desistir da disputa presidencial para concorrer ao Senado, defendeu seu governo em Minas, citando valorização de estatais e geração de empregos, e afirmou que, se eleito, privatizará empresas federais, mas manterá áreas como saúde e educação sob responsabilidade do Estado. Sobre Brumadinho, destacou mudanças na legislação e uso de multas em obras de infraestrutura.