sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emPolítica, São Paulo

Nova edição da revista Estudos Avançados aborda eleições de 2026 no Brasil

Nova edição da revista Estudos Avançados aborda eleições de 2026 no Brasil
Nova edição da revista Estudos Avançados aborda eleições de 2026 no Brasil
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A nova edição da revista Estudos Avançados, do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, traz um dossiê sobre as eleições para a Presidência da República em 2026, com seis artigos que analisam o cenário eleitoral previsto para outubro. Com 298 páginas, a edição de número 117 também inclui dossiês sobre pesquisa em câncer, agricultura e cultura, e está disponível gratuitamente.

O artigo de abertura, intitulado “Eleições em Tempos de Incerteza: a Reconfiguração do Sistema Partidário Brasileiro e o Papel da Disputa de 2026”, escrito por Glauco Peres Silva, professor do Departamento de Ciência Política da FFLCH, analisa o sistema partidário brasileiro pós-1988 e suas implicações para as eleições de 2026. O autor destaca três dinâmicas que tornam essa eleição singular: a ascensão de um eleitorado à direita, a diminuição do número de partidos relevantes e o desafio de manter a hegemonia do Partido dos Trabalhadores (PT) sob Lula.

Peres Silva observa que, independentemente do resultado, a eleição de 2026 pode marcar o fim da trajetória política de Lula, que é visto como o “coração” do PT. Ele ressalta a resistência dos eleitores do partido à substituição de Lula e como isso pode impactar o futuro do PT e suas alianças no campo da centro-esquerda.

Outro artigo, de Sergio Simoni Junior, também do Departamento de Ciência Política, analisa a evolução do perfil do eleitorado do PT e do bolsonarismo. Ele destaca que a base do PT se transformou ao longo dos anos, passando de uma classe operária tradicional para um público mais diversificado, enquanto o eleitorado de Jair Bolsonaro em 2018 refletiu uma base mais rica, embora tenha perdido apoio nas regiões mais desenvolvidas.

Jairo Nicolau, da FGV, discute a perda de apoio do PT nas grandes cidades, atribuindo isso a fatores como a concentração de programas de transferência de renda e escândalos de corrupção. Por outro lado, Rachel Mariguello, da Unicamp, ressalta que o governo do PT enfrenta o desafio de demonstrar resultados positivos à população para manter sua liderança, em um cenário marcado por uma crescente onda autocrática.

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