A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) realizou, na última sexta-feira (14), o 3.º Encontro da Cultura da Soja de Itapeva e Região, reunindo cerca de 150 participantes, entre produtores rurais, profissionais do setor agropecuário e estudantes.
O evento, realizado no auditório da Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva (FAIT), abordou temas como mercado, clima da safra atual e manejo de pragas, doenças e plantas daninhas. A pesquisadora da Embrapa, Claudine Seixas, apresentou o Manejo Integrado de Doenças (MID) na soja, enfatizando a importância de estratégias como o uso de cultivares resistentes e o monitoramento frequente das lavouras.
Paulo Roberto Leite, chefe da Divisão da CATI Regional Itapeva, destacou os desafios enfrentados pelos produtores, como as mudanças climáticas e a resistência de fungos a fungicidas. O Manejo Integrado de Pragas (MIP) também foi discutido, com o agricultor Carlos Eduardo dos Santos apresentando uma redução de 50% nos custos de controle de pragas em sua plantação.
O engenheiro agrícola Antoniane Arantes de Oliveira Roque alertou sobre as previsões de chuvas e temperaturas elevadas para a safra 2026/2027, recomendando atenção no manejo de doenças e na conservação do solo.
Além disso, o engenheiro agrônomo Erick Hertel de Almeida abordou o mercado da soja, prevendo que os preços se mantenham estáveis devido à expectativa de uma safra recorde de 180 milhões de toneladas no Brasil. O pesquisador Fernando Storniolo Adegas, da Embrapa, discutiu o manejo de plantas daninhas, sugerindo práticas de controle cultural e químico.
Em 2025, Itapeva registrou 210 mil hectares de soja, com uma produção de 13,32 milhões de sacas de 60kg, reforçando a importância da região na produção paulista.
