Técnicos das Regionais e Casas da Agricultura da CATI estão sendo capacitados para o 25º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo, com inscrições ainda abertas. Um levantamento recente da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) revelou que o manejo adequado é crucial para a pontuação dos cafés nas últimas edições do concurso.
A informação foi compartilhada durante uma reunião no Instituto Agronômico (IAC), em Campinas, onde Osmar de Almeida Júnior, gestor do projeto QualiCaféSP, destacou que a seleção cuidadosa dos lotes pode influenciar cerca de 25% das diferenças nas pontuações dos cafés. “Muitos cafeicultores acreditam que apenas as variedades das plantas e fatores climáticos são determinantes para uma produção de qualidade”, comentou.
No encontro, 23 técnicos aprenderam sobre os critérios de classificação física e sensorial das amostras, em uma aula prática conduzida por Gerson Silva Giomo, pesquisador do Centro de Café “Alcides Carvalho”. “Esses cursos são fundamentais para que possamos oferecer melhor suporte aos produtores no preparo dos lotes”, afirmou Rogério Haruo Sakai, engenheiro agrônomo da Regional Registro.
O evento também contou com palestras sobre o Método de Identificação do Grau de Gestão (MIGG) e tratos culturais no setor cafeeiro. Flávia Maria de Mello Bliska, do IAC, explicou como a metodologia ajuda os produtores a identificarem o grau gerencial de suas atividades. Já Roberto Antonio Thomaziello abordou os principais cuidados nutricionais e de manejo, enquanto Oliveiro Guerreiro Filho discutiu os nematoides e suas implicações na cafeicultura.
Essas capacitações visam aprimorar o conhecimento dos técnicos e, consequentemente, beneficiar os cafeicultores, especialmente em regiões onde o cultivo do café está em expansão, como Barretos.