Um estudo realizado pelo NetLab da UFRJ, em parceria com o Minderoo Centre for Technology and Democracy da Universidade de Cambridge, aponta que o Brasil apresenta menos transparência em anúncios nas principais redes sociais em comparação à União Europeia e ao Reino Unido.
O relatório intitulado “Data Not Found: Transparência de redes sociais para a integridade da informação” analisou 15 plataformas, focando em 14 delas para a publicidade. Os pesquisadores destacam que, apesar das variações regionais, a falta de acesso a dados relevantes é uma constante.
Essa questão se torna crítica em ano eleitoral, pois a ausência de informações sobre conteúdos patrocinados e gastos dificulta o acompanhamento da influência financeira no debate político. Um levantamento do g1 revelou que candidatos como Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad gastaram pelo menos R$ 2,2 milhões em anúncios no Instagram e Facebook.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) esclarece que gastos com impulsionamento na pré-campanha são permitidos, desde que não haja pedido explícito de voto. No Brasil, a transparência de dados publicitários no Facebook e Instagram foi classificada como “insuficiente”, enquanto na União Europeia é “limitada” e no Reino Unido é “significativa”.
O estudo também revela que o TikTok é considerado “indisponível” em termos de acesso a dados publicitários no Brasil, ao passo que na União Europeia e no Reino Unido é classificado como “limitado”. A pesquisa conclui que a Meta concentra a maior parte da publicidade política no Brasil, criando um cenário de “monopólio” nesse setor.