Um levantamento realizado pelo g1 revelou que nove candidatos às eleições de 2026 possuem mandados de prisão em aberto. A análise indica que todos os mandados estão relacionados a dívidas de pensão alimentícia, totalizando R$ 95.221,88, com exceção de um caso que não informa o valor devido.
Dentre os candidatos, cinco disputam vagas para deputado federal, três para deputado estadual e um para segundo suplente de senador, abrangendo seis estados. Até a publicação desta reportagem, o sistema do TSE indicava que eles estavam ‘concorrendo’, aguardando julgamento de seus pedidos de candidatura, o que lhes permite fazer campanha.
O levantamento foi realizado ao cruzar informações do TSE com o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na terça-feira (18), o número de candidatos com mandados era 11, mas dois mandados foram retirados, sendo um de Marcos Paulo Bertolo e outro de Lindameri de Oliveira Rodrigues.
A cientista política Gabriela Rollemberg esclareceu que um mandado de prisão não torna um candidato inelegível, a não ser que haja uma condenação definitiva que suspenda seus direitos políticos. O advogado Berlinque Cantelmo destacou que a prisão por dívida de pensão é uma medida de coerção e não implica em sanção criminal.
O g1 tentou contato com todos os candidatos e partidos envolvidos, mas apenas Carlos Alexandre respondeu, afirmando que suas pendências estão quitadas. O CNJ informou que os dados do BNMP são inseridos pelos tribunais e que um mandado só é válido após conferência e assinatura do juiz responsável.
Os candidatos continuam listados como ‘concorrendo’ no sistema do TSE, enquanto os mandados permanecem pendentes no BNMP, podendo essa situação mudar a qualquer momento.
