O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, declarou nesta quarta-feira (2) que se tornou alvo de ataques após registrar aumento nas intenções de voto, segundo pesquisa da Quaest. Cury ocupa o terceiro lugar, com 10% das intenções, atrás de Lula, que lidera com 37%, e Flávio Bolsonaro, com 29%.
Durante visita à Federação Israelita do Estado de São Paulo, Cury comentou sobre a situação: “Agora, viramos a indústria dos haters, nos atacam de todos os lados, fazem aqueles pequenos cortes de 15 segundos, distorcem tudo”. Ele ressaltou que, apesar das críticas, defende a liberdade de expressão.
O candidato, que é estreante em eleições, respondeu de forma leve às declarações de Renan Santos, que o chamou de “pastel de vento”: “Eu fico feliz que nós temos adversários, não temos inimigos. Eu gosto muito de pastel. Acho uma delícia”. Cury enfatizou que os adversários devem focar em apresentar propostas.
Em relação à sua proposta econômica, Cury sugeriu dividir a atuação do BNDES em dois bancos, um para grandes empresas e outro para micro e pequenos negócios, visando a realização de sonhos nas comunidades e escolas públicas.
Sobre a pesquisa, Cury expressou satisfação com o apoio que vem recebendo: “Fico muito feliz que na Quaest estamos com 10%”. Ele também comentou sobre o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que ele deve prestar esclarecimentos sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e que, se houver erros, Moraes deveria se afastar ou enfrentar impeachment.
Por fim, Cury declarou que, em um eventual governo, não haverá “blindagem” para autoridades, afirmando: “Não haverá blindagem mesmo de ninguém, seja do presidente, seja de um ministro, ou qualquer cargo”.
