A Unicamp deu início nesta quarta-feira (21) ao Congresso de Iniciação Científica, que se estenderá até sexta-feira (23), com a participação de 1.724 estudantes que apresentam pesquisas voltadas à transformação social.
A abertura do evento ocorreu no Centro de Convenções, com a palestra “Do quintal da república à melhor IPA do mundo: cerveja é ciência”, proferida por Bruno Oliveira Cardoso, da Cervejaria Landel, formado em Biologia pela universidade. A programação inclui uma exposição de pôsteres com os trabalhos dos alunos.
A pró-reitora de Pesquisa da Unicamp, Ana Frattini, destacou a importância da iniciação científica na formação dos estudantes, promovendo a troca de experiências e o contato com diferentes métodos e tecnologias. Ela também mencionou a relação entre ciência e empreendedorismo, ressaltando que os alunos podem levar o conhecimento adquirido para suas próprias startups.
A pró-reitora de Extensão, Esporte e Cultura, Sylvia Furegatti, enfatizou que o Congresso pode incentivar a continuidade acadêmica e a aplicação das pesquisas em benefício da sociedade, defendendo a valorização da universidade pública e da ciência.
Entre os projetos apresentados, o estudante Luan Henrique Machado de Oliveira reconstruiu digitalmente o primeiro edifício da Unicamp, utilizando a metodologia HBIM para documentar sua história e facilitar futuras intervenções. Outro projeto, de Larissa Gomes Teixeira, explora o uso da inteligência artificial no processo arquitetônico, enquanto Rafael Castiglione Santos desenvolveu um sistema inteligente para otimizar o consumo de energia em escolas públicas.
Levy Corrêa da Silva Neto, por sua vez, trabalha em um implemento de baixo custo para a agricultura familiar, visando a implantação de sistemas agroflorestais. O projeto está em fase de desenvolvimento e busca reduzir custos e impactos ambientais.
