sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Postado emSão Paulo, Tecnologia

Neutrinos e o Nobel de Física 2026: Avanços no IceCube

Neutrinos e o Nobel de Física 2026: Avanços no IceCube
Neutrinos e o Nobel de Física 2026: Avanços no IceCube
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Recentes descobertas sobre neutrinos, partículas que atravessam o universo sem serem desviadas, estão revolucionando a astronomia. O detector IceCube, localizado no Polo Sul, abriu uma nova janela para a observação do cosmos, permitindo responder à pergunta: de onde vêm esses neutrinos?

Francis Halzen, físico teórico belga e principal investigador do IceCube, propôs a utilização do gelo profundo como detector de neutrinos, culminando na conclusão do projeto em 2010. O IceCube é composto por 86 cabos verticais e mais de 5 mil sensores de luz, que registram lampejos azuis gerados quando neutrinos colidem com núcleos no gelo.

A detecção de neutrinos astrofísicos de alta energia pelo IceCube em 2013 marcou o início da astronomia de neutrinos. Desde então, eventos significativos, como a identificação de uma fonte extragaláctica em 2017, têm ampliado nosso entendimento sobre essas partículas. Em 2022, o IceCube também detectou um excesso de neutrinos de uma galáxia Seyfert próxima, NGC 1068.

Apesar dos avanços, a origem da maioria dos neutrinos detectados ainda é um mistério. Pesquisadores do IAG-USP investigam diferentes fontes, incluindo buracos negros e aglomerados de galáxias, para entender quais objetos podem acelerar prótons a energias extremas e gerar neutrinos.

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