A concentração de poder nas grandes empresas de tecnologia, conhecidas como big techs, representa riscos significativos para a concorrência, a autonomia política e o debate democrático. Essa situação reforça a urgência de regulação e a promoção de redes sociais abertas.
Casos recentes, como a interferência da Starlink na internet durante conflitos na Ucrânia e as falhas nos algoritmos da Meta que impactaram a visibilidade de conteúdos eleitorais no Brasil, evidenciam as vulnerabilidades que surgem da dependência de infraestruturas privadas.
Esses episódios demonstram como uma única corporação pode influenciar o debate público e a necessidade de ações regulatórias. Especialistas sugerem que órgãos como o CADE devem atuar para evitar o bloqueio de inteligências artificiais concorrentes e promover a separação de plataformas integradas.
Além disso, é defendido o conceito de “redes sociais abertas”, que garantiria a portabilidade de dados e a livre concorrência na infraestrutura digital.
A coluna De olho na IA, apresentada pelo professor Marcelo Finger, é transmitida toda sexta-feira às 8h30 na Rádio USP, com produção da Rádio USP.
