O Dia Mundial da Osteoporose, celebrado nesta semana, destaca a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dessa doença, que fragiliza os ossos e aumenta o risco de fraturas. A osteoporose, muitas vezes assintomática, pode passar anos sem ser detectada, sendo frequentemente identificada apenas após uma fratura.
A reumatologista Rebecca Maria, do Hospital Universitário Alcides Carneiro, explica que os ossos estão em constante renovação ao longo da vida. ‘Na juventude, a formação óssea geralmente supera a perda. Com o envelhecimento, esse equilíbrio pode mudar, resultando na redução da massa óssea’, afirma.
Os principais fatores de risco incluem idade acima de 50 anos, histórico familiar, baixo peso, dieta pobre em cálcio, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool. Algumas doenças e o uso prolongado de medicamentos, como corticoides, também podem aumentar a vulnerabilidade à osteoporose.
A avaliação médica é essencial para identificar pessoas em risco e determinar a necessidade de exames, como a densitometria óssea. A reumatologista recomenda uma alimentação equilibrada, rica em cálcio e vitamina D, além de prática regular de exercícios físicos para fortalecer os ossos.
Quando diagnosticada, a osteoporose requer um tratamento individualizado, que pode incluir mudanças no estilo de vida e uso de medicamentos. A automedicação deve ser evitada, e o acompanhamento profissional é fundamental.
Rebecca Maria alerta que a prevenção deve começar cedo, com hábitos saudáveis e acompanhamento médico, especialmente para aqueles com fatores de risco. ‘Quem sofreu fraturas após quedas leves deve buscar avaliação médica, pois isso pode indicar fragilidade óssea’, conclui.
