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sábado, 07 de novembro de 2026
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Feira do Oceano 2026 apresenta projetos de 35 escolas e parceiros em Itanhaém

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Feira do Oceano 2026 apresenta projetos de 35 escolas e parceiros em Itanhaém
Feira do Oceano 2026 apresenta projetos de 35 escolas e parceiros em Itanhaém

Na quinta‑feira (5), a Feira do Oceano 2026 reuniu estudantes e educadores de 35 escolas da Rede Municipal de Itanhaém e três instituições parceiras no Centro de Convenções Miguel Reale, exibindo projetos de ciência, tecnologia, arte e sustentabilidade voltados à preservação ambiental e à cultura local.

O que antes foram pesquisas, descobertas e atividades dentro das escolas ganhou um novo destaque nesta quinta-feira (5), durante a Feira do Oceano 2026 – Conexões entre o verde e o azul. No Centro de Convenções Miguel Reale, estudantes e educadores de 35 escolas da Rede Municipal de Ensino, junto a três instituições parceiras, apresentaram ao público o resultado de um ano de aprendizado sobre a natureza, a preservação ambiental e as riquezas naturais, históricas e culturais de Itanhaém.

Quem percorreu o espaço encontrou cenários que reproduziam ambientes naturais, instalações temáticas e sensoriais, experiências interativas e produções artísticas. A programação também contou com apresentações teatrais e um desfile de moda sustentável, no qual materiais recicláveis ganharam novas formas e se transformaram em peças criativas.

A experiência também permitiu que os próprios estudantes conhecessem os trabalhos desenvolvidos por outras unidades escolares. Amanda Oliveira, aluna da EM Eugênia Pitta, ficou encantada com a diversidade de produções. “Eu já tinha achado o máximo as produções da nossa escola. Agora estou adorando prestigiar o trabalho das outras escolas”, contou.

Para organizar a visitação, a Feira foi distribuída em nove ilhas temáticas, que conduziram o público por diferentes aspectos do patrimônio ambiental, científico e cultural do município: Serra do Mar; Caminhos das águas, dos rios ao oceano; Manguezais e ecossistemas costeiros; Cultura Caiçara, memória e território; Pequenos exploradores do oceano; Vida marinha e biodiversidade; Resíduos, consumo e sustentabilidade; Cultura Oceânica e ODS em ação; e Ciência, Água e Conservação.

Cada espaço apresentou pesquisas, experiências e produções desenvolvidas pelas equipes escolares, aproximando os conteúdos trabalhados em sala de aula das características do território onde os estudantes vivem.

A coordenadora da Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação (SEDUC), Carol Peres, destacou que a Feira nasceu da necessidade de dar visibilidade aos trabalhos realizados pelas unidades durante o ano letivo. “A Feira do Oceano nasceu da necessidade de expor os trabalhos maravilhosos que as unidades têm realizado. É um trabalho que foi desenvolvido ao longo do ano. Os profissionais receberam cursos e foram aplicando o aprendizado com os alunos. E hoje estamos aqui com todos esses projetos incríveis”, ressaltou.

A iniciativa integra as ações de Educação Ambiental da Rede Municipal e está alinhada ao Currículo Educaita e ao Plano Municipal de Educação Patrimonial e Ambiental, valorizando a Cultura Oceânica, a Educação Ambiental, a Educação Patrimonial, a Cultura Caiçara, a Sustentabilidade e a Iniciação Científica.

Entre os destaques da programação, a criatividade dos estudantes chamou a atenção nas produções confeccionadas com materiais recicláveis. Objetos que poderiam ser descartados ganharam novas possibilidades e se transformaram em verdadeiras obras de arte. A diversidade das criações surpreendeu até mesmo os professores que acompanharam o desenvolvimento dos trabalhos. Giovana, professora de Ciências da EM Célia Marina, foi uma delas, ao conferir de perto o resultado das produções apresentadas pelos estudantes.

A sustentabilidade também esteve presente na passarela. Em um desfile de moda sustentável, os estudantes apresentaram roupas confeccionadas por eles mesmos, mostrando que criatividade e consciência ambiental podem caminhar juntas. A aluna Isabelly Félix participou como modelo e contou que, apesar do nervosismo ao desfilar diante do público, ficou feliz com a oportunidade de criar as próprias peças. Admiradora da moda, ela explicou que sempre teve vontade de desenvolver roupas e encontrou na atividade a oportunidade de colocar essa ideia em prática. Alexia Santos, que também participou do desfile, revelou que subir à passarela foi ainda mais difícil do que confeccionar os trajes. Mas a desenvoltura dos estudantes, a simpatia e a beleza das criações fizeram do momento um dos destaques da Feira.

Além das produções desenvolvidas especialmente para a Feira, iniciativas de sustentabilidade que se destacaram ao longo do ano também foram apresentadas ao público. Entre elas estavam os projetos Ecoberna, PilhAção, Tampinhas Solidárias e Realiza. Essas iniciativas ampliaram a troca de experiências e mostraram como pequenas atitudes, quando incorporadas ao cotidiano, podem contribuir para a preservação do meio ambiente.

A ciência e a tecnologia também ganharam espaço na Feira, com a participação de instituições e projetos parceiros que contribuíram para ampliar as experiências e aproximar os estudantes da pesquisa científica. Entre os parceiros estiveram o Centro de Educação Ambiental (CEA), o Instituto Biopesca e a Universidade Federal do ABC (UFABC). Outro destaque foi o projeto Ciência Cidadã, desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), com atividades realizadas no Bosque do Saber. A iniciativa aproxima a comunidade escolar da produção científica, incentivando a observação, a investigação e a participação dos estudantes em experiências relacionadas à biodiversidade. A Feira também contou com o apoio do Maré de Ciência, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A inclusão também esteve presente na forma de apresentar os trabalhos ao público. Em cada ilha temática, os visitantes encontraram materiais ilustrados, com personagens, imagens e textos de fácil compreensão, que explicavam os projetos e seus conteúdos. O recurso de comunicação visual tornou as informações mais acessíveis, facilitando a compreensão dos temas e valorizando diferentes formas de aprendizagem e interação com o conhecimento.

A Feira do Oceano 2026 foi realizada pela Prefeitura de Itanhaém, por meio da Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação, e contou com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério da Educação (MEC) e da Universidade de São Paulo (USP), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), além do Maré de Ciência, da Unifesp.

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