O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (31) que o afastamento do ex-comandante-geral da Polícia Militar, coronel José Augusto Coutinho, revela um problema gravíssimo na segurança pública do estado. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Nova Brasil Vale.
Segundo Haddad, Coutinho, que foi indicado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), deixou o cargo após ser citado em investigação que apura a participação de policiais em esquema de segurança privada ilegal para dirigentes da Transwolff, empresa suspeita de ligação com o PCC.
“O primeiro nível é o combate ao andar de cima do crime organizado”, afirmou o candidato, defendendo maior integração entre as forças de segurança e atuação contra o financiamento e a lavagem de dinheiro das organizações criminosas.
Haddad também criticou a forma como o governo estadual tratou o caso e disse que, se eleito, pretende criar um gabinete institucional de segurança pública com participação da Polícia Federal e da Receita Federal.
O coronel Coutinho comandou a PM entre 2023 e abril de 2026, quando pediu transferência para a reserva. Ele foi citado em depoimento anexado a inquérito da Corregedoria da PM que investiga policiais suspeitos de fazer segurança particular ilegal para dirigentes da Transwolff, alvo da Operação Fim da Linha do Ministério Público.
A defesa de Coutinho afirmou que a citação em procedimento investigativo não implica responsabilidade. A PM informou que não comenta investigações em andamento, mas que apura eventuais irregularidades com rigor técnico.
