A urna eletrônica, utilizada no Brasil desde 1996, completou 30 anos em 2026 como símbolo do sistema eleitoral. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o equipamento eliminou fraudes comuns na votação em papel e não há registro de fraude capaz de alterar resultados em três décadas.
O equipamento é fabricado por quatro empresas, contratadas por licitação, mas desenvolvido a partir de projetos do próprio TSE, que define especificações técnicas e de segurança. A produção é fiscalizada pela Justiça Eleitoral.
O tema voltou ao debate após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmar, em reunião com diplomatas, que as urnas teriam relação com a empresa Smartmatic, usada na Venezuela. O TSE rebateu, reiterando que não há fornecimento pela empresa.
Desde a implantação, foram produzidos 14 modelos e mais de 1,4 milhão de equipamentos. Os editais de licitação têm mais de 500 páginas, e a fabricação é supervisionada por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral.
O sistema possui múltiplas camadas de proteção e mais de 40 oportunidades de auditoria por ciclo eleitoral. O modelo UE2020, por exemplo, tem processamento 18 vezes superior à geração anterior e criptografia certificada pela ICP-Brasil.
Antes da urna, a contagem de votos podia levar dias; hoje, os resultados saem em poucas horas. Para as eleições de 2026, mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a votar.
