sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emAgro, São Paulo

Pesquisa da Esalq impulsiona agricultura tropical e controle biológico no Brasil

Pesquisa da Esalq impulsiona agricultura tropical e controle biológico no Brasil
Pesquisa da Esalq impulsiona agricultura tropical e controle biológico no Brasil
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A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, ao longo de 125 anos, tem sido fundamental para transformar a agricultura brasileira em referência mundial. Com 425 projetos de pesquisa ativos, mais de 140 laboratórios e 78 patentes, a instituição contribui para a produção de alimentos para mais de um bilhão de pessoas, liderando em culturas como soja, café e açúcar.

Para os produtores rurais de Mato Grosso, a pesquisa da Esalq tem impacto direto no aumento de produtividade e na sustentabilidade. Estudos em fitopatologia, controle biológico e semioquímicos ajudam a proteger lavouras de soja, milho e algodão contra pragas e doenças, reduzindo perdas e custos. O desenvolvimento de bioinsumos e técnicas de agricultura digital permite que os produtores adotem práticas mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

A diretora da Esalq, professora Thais Maria Ferreira de Souza Vieira, destaca: “A pesquisa está no DNA da Esalq. É ela que conecta o passado, o presente e o futuro da instituição”. Já a professora Aline Cesar, presidente da Comissão de Pesquisa e Inovação, ressalta que “hoje, não basta produzir mais alimentos. Precisamos produzir alimentos mais saudáveis, com menor impacto ambiental, utilizando os recursos naturais de forma responsável e garantindo qualidade de vida para as próximas gerações”.

Na área de controle biológico, o Brasil é líder mundial em aplicação em larga escala, e a Esalq foi pioneira. O professor Ítalo Delalibera Júnior explica: “Esse movimento que vemos hoje, com muitas empresas entrando no mercado de biológicos e um grande crescimento de novos produtos, é consequência das pesquisas que começaram na década de 1970 e foram se ampliando”.

Além disso, a pesquisa com semioquímicos na citricultura gerou economia de mais de US$ 2 bilhões ao setor, demonstrando o retorno econômico da ciência. O professor José Belasque Júnior afirma: “Se fizermos a conta do retorno econômico gerado pela pesquisa, estamos falando de milhares de milhões de reais em benefícios para a sociedade”.

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