O PT definiu sua estratégia para as eleições de 2026: em pelo menos 14 estados, o partido não terá candidato próprio ao governo, optando por apoiar aliados. A decisão visa fortalecer alianças regionais e impulsionar a candidatura presidencial de Lula.
Em outras 12 unidades da federação, os petistas disputarão o governo com candidatos próprios, enquanto os aliados ocupam as vagas de vice e concorrem ao Senado. A única indefinição está em Roraima, onde a convenção local ocorrerá em 4 de agosto.
Um exemplo da mudança é o Rio Grande do Sul, onde o PT, pela primeira vez desde a redemocratização, não lançará candidato ao governo. A legenda apoiará Juliana Brizola (PDT), que lidera as pesquisas com 24% das intenções de voto, segundo levantamento Quaest divulgado na quinta-feira (30). Ela está tecnicamente empatada com Luciano Zucco (PL), que tem 22%.
No Rio de Janeiro, o PT fechou aliança com o prefeito Eduardo Paes, favorito ao governo. Em troca, a deputada federal Benedita da Silva será candidata ao Senado pela chapa. A estratégia repete a de 2022, quando o partido apoiou Marcelo Freixo, então no PSB, que acabou derrotado no segundo turno.
O cientista político Eduardo Grin, da FGV, avalia que a postura é pragmática: “Para maximizar a chance de vitória presidencial, o PT e Lula têm sido muito pragmáticos”. Já a cientista política Luciana Santana, da UFAL, vê continuidade na busca por ampliar a coalizão presidencial, em vez de priorizar o número de governadores petistas.
