Em uma análise sobre a relação entre a aprovação do governo e a intenção de voto, Felipe Nunes destaca que a avaliação do governo é um fator crucial para a reeleição de um presidente. Embora a aprovação não determine diretamente o resultado eleitoral, ela define o potencial de votos disponíveis.
Segundo dados de 25 estados, a intenção de voto em Lula corresponde, em média, a 76% da aprovação de seu governo, com uma correlação de 0,99. Em estados como Rio Grande do Norte e Maranhão, a conversão é alta, chegando a 90% e 88%, respectivamente. Por outro lado, em Goiás e Roraima, a conversão é menor, com 61% e 64%.
A análise também revela que em São Paulo, onde a aprovação é de 37%, Lula converte 78% em votos, indicando que, em ambientes polarizados, a identidade partidária pode garantir uma base eleitoral mesmo com avaliações desfavoráveis.
Nunes observa que a pesquisa de popularidade pode ser feita de duas maneiras: uma avaliação binária e uma classificação mais detalhada. No Datafolha de agosto de 2026, Lula apresenta 33% de avaliação ótima ou boa, 48% de aprovação geral e 39% de intenção de voto, mostrando que ele consegue converter 118% do núcleo positivo em votos.
Por fim, a análise sugere que a eleição de 2026 pode ser vista como três campanhas simultâneas, dependendo do nível de aprovação e conversão em votos em cada estado. A polarização política atual reduz a volatilidade, mas ainda existem margens onde mudanças na aprovação podem impactar significativamente a probabilidade eleitoral.