As contas do setor público consolidado registraram um superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho, conforme divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (31). O superávit primário ocorre quando as receitas superam as despesas do governo, excluindo o pagamento de juros da dívida pública.
Apesar do resultado positivo em julho, a dívida pública aumentou para 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior nível em mais de cinco anos. No acumulado de 2023, as contas públicas apresentaram um déficit primário de R$ 78,8 bilhões, comparado a um saldo negativo de R$ 44,5 bilhões no mesmo período do ano anterior.
O governo federal, especificamente, teve um déficit de R$ 82,4 bilhões nos primeiros sete meses do ano, enquanto as despesas com juros nominais totalizaram R$ 1,15 trilhão, representando 8,67% do PIB. A dívida pública, que atingiu R$ 10,95 trilhões, continua a ser monitorada pelas agências de classificação de risco, impactando a confiança de investidores.
As empresas estatais federais também enfrentaram dificuldades, com um déficit de R$ 476 milhões em julho e um rombo acumulado de R$ 8,3 bilhões no ano. O governo projeta que essas estatais, em déficit desde 2023, continuarão no vermelho até 2030, agravando a situação financeira, especialmente dos Correios.
