No dia 29 de outubro, o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP celebrou quatro décadas de existência com uma cerimônia que reuniu dirigentes, ex-dirigentes, professores, pesquisadores e servidores técnicos e administrativos. O evento ocorreu na Sala do Conselho Universitário, na Reitoria, em São Paulo.
A cerimônia começou com uma apresentação do Quarteto de Cordas da Orquestra de Câmara da Escola de Comunicações e Artes (ECA). Em um depoimento gravado, José Goldemberg, que assinou a portaria de criação do IEA, destacou a necessidade de um espaço que promovesse a colaboração entre diferentes áreas do conhecimento.
O IEA foi criado oficialmente em 29 de outubro de 1986, durante a gestão de Goldemberg, e tem como objetivo promover a pesquisa interdisciplinar em ciência e cultura. A primeira diretoria foi liderada pelo historiador Carlos Guilherme Mota, que faleceu em maio deste ano.
A diretora atual, Roseli de Deus Lopes, primeira mulher a ocupar o cargo, agradeceu a todos que contribuíram para a história do instituto, ressaltando a importância da dedicação de cada membro da equipe.
O reitor da USP, Aluisio Segurado, mencionou que a ideia do IEA começou a ser discutida em 1979 e que a criação do instituto foi um passo importante para a pesquisa avançada na universidade. Ele destacou que o IEA tem contribuído significativamente para a formulação de políticas públicas por meio de conhecimento interdisciplinar.
O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan, elogiou a decisão de Goldemberg em criar o IEA, considerando-a ousada, e enfatizou o caráter multidisciplinar do instituto, que permite a discussão de temas complexos com diferentes abordagens.
A cerimônia contou ainda com a presença de importantes figuras acadêmicas e, após a abertura, o psicanalista Christian Dunker apresentou uma conferência sobre a política e os sonhos para o Brasil.